A alma da empresa: filosofia clínica nas organizações - BILÍNGUE (PORTUGUÊS-ESPANHOL)

Frete Grátis
Código: UVRS9NM9J Marca:
R$ 65,00
até 4x de R$ 16,25 sem juros
Comprar Estoque: Disponível
    • 1x de R$ 65,00 sem juros
    • 2x de R$ 32,50 sem juros
    • 3x de R$ 21,66 sem juros
    • 4x de R$ 16,25 sem juros
    • 1x de R$ 65,00 sem juros
    • 2x de R$ 32,50 sem juros
    • 3x de R$ 21,66 sem juros
    • 1x de R$ 65,00 sem juros
    • 2x de R$ 33,80
    • 3x de R$ 22,98
    • 4x de R$ 17,58
  • R$ 65,00 Mercado Pago
* Este prazo de entrega está considerando a disponibilidade do produto + prazo de entrega.

Título: A alma da empresa: filosofia clínica nas organizações - BILÍNGUE (PORTUGUÊS-ESPANHOL)
Autores: Beto Colombo e Rosemiro Sefstrom
Tradução para o espanhol: Fedra Rodríguez
ISBN: 978-85-69609-33-9
Ano: 2019
Editora: Dois Por Quatro

 

APRESENTAÇÃO

Querida leitora, querido leitor. Por muito tempo, fui um empresário que funcionava conforme o senso comum. O que eu fazia era administrar o negócio e pouco atentava para as técnicas e teorias que aplicava. Estava dando certo e tinha alcançado o objetivo maior, que era ganhar dinheiro e ter um meio de vida. Então, para que me preocupar?

Depois de décadas de inflação alta – que encobria a fragilidade da minha administração –, descobri que deveria sair do lugar-comum se quisesse que o negócio permanecesse vivo. Na época, uma frase de Einstein me chamou a atenção: “Os problemas que existem no mundo não podem ser resolvidos a partir dos modos de raciocínio que deram origem aos mesmos”. 

Provavelmente, minha inquietação pelas letras e meu retorno à academia tenham vindo dali. Quando voltei aos bancos acadêmicos para me atualizar na área de gestão empresarial, vi que poucas coisas novas, que eu estava aprendendo, poderiam fazer a diferença em nosso negócio. E foi ali, na própria Universidade, que recebi o convite para assistir a uma palestra do professor Lúcio Packter sobre Filosofia Clínica. A partir dessa palestra retornei aos estudos da Filosofia e, inesperadamente, me deparei com a Singularidade de Protágoras, com a Arte de perguntar de Sócrates, com o mundo como vontade e representação de Schopenhauer, com o pensamento moderno de Descartes, com a analítica da linguagem de Wittgenstein e com tantos e tantos outros filósofos, como Immanuel Kant, com o pensar próprio dizendo que a maioria acredita no que se diz ou no que se encontra nos livros e se ensina nas faculdades, sem ao menos se preocupar em refletir pessoalmente sobre o assunto. Kant me contrapôs o ponto de vista da autorreflexão e também da autorresponsabilidade. Esses ensinamentos me ajudaram a decidir se iria me especializar em Filosofia Clínica ou não.

Entre tantas outras coisas, a trilha humanística da Filosofia Clínica me ensinou a respeitar a singularidade e a ter cuidado ao ir ao mundo do outro. Isso transformou minha vida e, por conseguinte, nossa empresa. A partir desse momento, passamos a usar a metodologia do cuidado e assim passamos a fazer nossos diagnósticos, contratações e até sucessões, tendo como referência a Filosofia Clínica.

Em minha jornada como administrador, sempre tive um envolvimento intenso com as pessoas. Além disso, há alguns anos, também as atendo. Inicialmente, ainda meio sem método, eu as recebia na empresa; hoje, porém, um pouco mais seguro e experiente, eu as acolho em meu consultório. Às vezes, empresários; outras vezes, funcionários de empresas, parentes e amigos. Cada um com suas questões: uns com problemas na empresa, outros com problemas pessoais, entre tantos outros conflitos.

Desses, sem dúvida, o público maior é de empresários, que precisam tomar decisões e me procuram em busca de conselhos como terapeuta, amigo ou como um irmão. Geralmente, no final de suas queixas, surge a pergunta corriqueira com a qual você, possivelmente, já tenha se deparado: “O que devo fazer? Se estivesse no meu lugar, como você agiria?”.
Antes de me aprofundar no estudo da Filosofia Clínica, com a intenção de contribuir, eu até aconselhava. Hoje, já não ajo mais assim, pois tenho um método de cuidado, procuro ser bastante respeitoso com o outro. 

Lembro que, antes de ser filósofo clínico, quando meus conselhos e recomendações davam certo, eu vibrava. Em outros casos, quando o resultado não era satisfatório, eu ficava triste e me perguntava: “Onde eu estou errando? O que devo fazer? Que caminho seguir?”. Essas eram questões fundamentais naquela existência de consultor e aprendiz de terapeuta. Como consultor na área de gestão, eu fazia um minucioso diagnóstico na empresa do meu cliente. Invariavelmente, percebia que o negócio propriamente dito estava bem. Necessitava apenas de um ajuste aqui, outro ali, que o próprio empresário poderia ter feito. Então me questionava: “Por que não o fez?”.

Foi então que percebi que, na maioria dos casos, o problema não estava no negócio, mas na pessoa que o administrava, no CEO, no presidente da empresa. Se ele estava bem, a empresa também estava, se ele não estava bem, a empresa repetia o mesmo padrão. Parecia-me que essa pessoa tinha se transformado na empresa. O que eu sabia fazer, na época, era aplicar o meu modelo, sem levar em consideração a Estrutura de Pensamento do meu consultado; se a minha medida era a sua medida (Protágoras), se a minha representação era a sua representação (Schopenhauer). Além disso, o que eu geralmente aplicava eram informações dirigidas ou aconselhamentos.

Foi a partir desses questionamentos que nasceu este livro, A alma da empresa, como uma ferramenta para auxiliar os colegas administradores a terem uma jornada mais leve. O que estamos propondo aqui é uma contribuição para a área de gestão para ajudar a enfrentar a infinidade de desafios que nós, administradores, encontramos em nossas organizações. Este livro descortina novos caminhos e apresenta atalhos eficazes para diminuir conflitos, sem macular a alma da empresa.

Escrito por mim e pelo filósofo Rosemiro Sefstrom, este é um estudo aplicado e documentado em algumas empresas no Sul do Brasil. Por isso, conhecemos os resultados desse método e de que forma ele pode auxiliar na resolução de diversos conflitos do cotidiano administrativo. 

Mas não é só isso. A Filosofia Clínica nas organizações pode contribuir em assuntos complicados, tais como decisões que envolvam a alta administração – como a venda ou não da empresa; se é bom ou ruim fazer fusão, incorporação, sucessão empresarial; se é importante ou não a permanência de familiares ligados à administração –, entre tantas outras questões. 
Você constatará que pelo método da Filosofia Clínica, podemos nos antecipar aos conflitos e até mesmo desarmar armadilhas conceituais. Não estou, com isso, sugerindo que cada administrador se torne um filósofo clínico, já que para isso é necessário formação e até vocação, nem que fique resolvendo os problemas pessoais de seus colegas de trabalho. Contudo, o pouco de conhecimento que você obterá com este livro já será suficiente para tornar as interseções mais leves.

É no trabalho que a maioria das pessoas passa boa parte de seu tempo, de seu dia e, em alguns casos, a maior parte da vida; então é no trabalho também que devemos respeitar a singularidade de cada pessoa, respeitar seu mundo, sua estrutura de pensamento. 

Para a Filosofia Clínica, cada ser humano é único, plástico, e aqui podemos considerar todo o contexto em que ele está inserido – social, político, econômico, cultural e pessoal. Para cada conflito/desafio, podemos fazer uma avaliação profunda pela Historicidade, levando em consideração o outro com o qual convivemos e, a partir daí, tomar uma decisão. Se possuirmos mais dados e informações de cada pessoa para só depois elaborar essas reflexões, nossas ações poderão evitar alguns desses conflitos comuns nas organizações. Para nós, a Filosofia Clínica, com a sua singularidade, é uma trilha que pode nos levar à Alma da empresa. 

Esta obra está organizada em cinco partes. A primeira apresenta as considerações iniciais e a introdução ao estudo da Filosofia Clínica, para familiarizar o leitor com o conteúdo a seguir. A segunda, a justificativa da aproximação da Filosofia Clínica ao contexto empresarial. A terceira trata do respeito ao ser humano, base inicial da Filosofia Clínica. A quarta parte aborda o estudo da Filosofia Clínica no contexto empresarial, trazendo artigos e sugestões de filmes para cada tema abordado. As duas últimas partes do livro abordam os Submodos e a consultoria organizacional, detalhando o trabalho realizado na empresa AJW, o estudo de um caso concreto. 

O propósito desta obra é aproximar a gestão da Filosofia Clínica e, nesse sentido, apresentar um recurso singular para auxiliar no processo de gestão das organizações, sem macular a alma da empresa. Esperamos que você e sua empresa se beneficiem com a leitura deste livro, com suas informações e, principalmente, com o que dela surgir. Um bom trabalho e boa leitura!
Beto Colombo 
Verão de 2016

 

PRESENTACIÓN

ESTIMADA LECTORA, ESTIMADO LECTOR. Durante mucho tiempo fui un hombre de negocios que funcionaba según el sentido común. Yo administraba el negocio y prestaba poca atención a las técnicas y teorías que aplicaba. Iba muy bien y había alcanzado el objetivo mayor que era ganar dinero y tener un medio de vida. Entonces ¿para qué preocuparme?

Después de décadas de inflación alta – que solapaba la fragilidad de mi gestión –, me di cuenta de que debería salir de lo común si quisiera que el negocio se mantuviera vivo. En aquella época, una frase de Einstein me llamó la atención: “No podemos resolver los problemas con el mismo nivel de pensamiento que usamos cuando se crearon”.

Probablemente, mi inquietud por las letras y mi regreso a la academia tuvieron origen allí. Cuando volví a ocupar una plaza académica para ponerme al día en el área de gestión empresarial, vi que pocas cosas nuevas que aprendía podrían marcar una diferencia en nuestro negocio. Y fue allí, en la propia Universidad, que recibí la invitación para asistir a una conferencia del profesor Lúcio Packter sobre Filosofía Clínica. Tras esta conferencia volví a estudiar Filosofía e inesperadamente me encontré con la Singularidad de Protágoras, con el Arte de hacer preguntas de Sócrates, con el mundo como voluntad y representación de Schopenhauer, con el pensamiento moderno de Descartes, con la analítica del lenguaje de Wittgenstein y con tantos y tantos otros filósofos como Immanuel Kant, con mi propio pensamiento afirmando que la mayoría cree en lo que se dice o en lo que se encuentra en los libros y se enseña en las facultades sin al menos preocuparse de reflexionar personalmente sobre el asunto. Kant contrapuso mi punto de vista sobre la autorreflexión y también sobre la autorresponsabilidad. Estas enseñanzas me ayudaron a decidir si me especializaba en Filosofía Clínica o no.

Entre muchas otras cosas, la senda humanística de la Filosofía Clínica me enseñó a respetar la singularidad y a tener cuidado al ir al mundo del otro. Esto cambió mi vida y, por consiguiente, nuestra empresa. A partir de ese momento, empezamos a usar la metodología del cuidado y así pasamos a hacer nuestros diagnósticos, contrataciones e incluso sucesiones, teniendo como referencia la Filosofía Clínica.

En mi trayectoria como administrador, siempre tuve un compromiso mayor con las personas. Además, desde hace algunos años, también las atiendo. Al principio, aún un poco sin método, yo las recibía en la empresa; hoy, sin embargo, un poco más seguro y experimentado, yo las acojo en mi consultorio. A veces a los empresarios; otras veces a funcionarios de empresas, parientes y amigos. Cada uno con sus preguntas: unos con problemas en la empresa, otros con problemas personales, entre muchos otros conflictos.

La mayor parte de dicho público es de hombres de negocios que necesitan tomar decisiones y me buscan por consejos de terapeuta, de amigo o de un hermano. Generalmente, tras sus quejas, surge la pregunta habitual con la que probablemente usted ya se ha encontrado: “¿Qué debo hacer? Si estuvieras en mi lugar, ¿cómo te lo tomarías?”.

Antes de profundizar en el estudio de la Filosofía Clínica con la intención de contribuir, yo incluso daba consejos. Hoy ya no hago tal cosa, pues tengo un método de cuidado, intento ser muy respetuoso con el otro.

Recuerdo que antes de ser un filósofo clínico, cuando mis consejos y recomendaciones funcionaban, me regocijaba. En otros casos, cuando el resultado no era satisfactorio, me sentía triste y me preguntaba: “¿Qué estoy haciendo mal? ¿Qué debo hacer? ¿Hacia dónde ir?”. Estas eran cuestiones fundamentales en aquella existencia como consejero y aprendiz de terapeuta. Como asesor en el área de gestión, yo realizaba un minucioso diagnóstico en la empresa de mi cliente. Invariablemente, percibía que el negocio propiamente dicho iba bien. Solo necesitaba un ajuste aquí, otro allí, algo que el propio empresario podría haber hecho. Entonces me preguntaba: “¿Por qué no lo hizo?”.

Y fue entonces cuando me di cuenta de que, en la mayoría de los casos, el problema no era el negocio sino la persona que lo administraba, el CEO, el presidente de la empresa. Si él estaba bien, la empresa también iba bien, pero si no estaba bien, la empresa repetía el mismo patrón. Me parecía que esa persona se había transformado en la empresa. Lo que yo sabía hacer, en aquella época, era aplicar mi modelo sin tener en cuenta la Estructura de Pensamiento de mi consultado; si mi medida era su medida (Protágoras), si mi representación era su representación (Schopenhauer). Además, lo que generalmente aplicaba era información dirigida o asesoramiento.

A partir de esos cuestionamientos nació este libro, El alma de la empresa, como una herramienta para ayudar a los colegas administradores para que sigan un camino más tranquilo. Lo que proponemos aquí es una contribución al área de gestión para ayudar a enfrentar la infinidad de desafíos que nosotros, los administradores, encontramos en nuestras organizaciones. Este libro revela nuevas sendas y presenta atajos efectivos para reducir los conflictos sin macular el alma de la empresa.

Escrito por el filósofo Rosemiro Sefstrom y por mí, este es un estudio aplicado y documentado en algunas empresas del sur de Brasil. Por eso, conocemos los resultados de ese método y de qué forma puede ayudar en la resolución de diversos conflictos del cotidiano administrativo.

Pero eso no es todo. La Filosofía Clínica en las organizaciones puede contribuir a la solución de asuntos complicados, tales como decisiones que involucran a la alta gerencia – como la venta o no de la empresa; si es bueno o malo realizar una fusión, incorporación o sucesión empresarial; si es importante o no la permanencia de familiares vinculados a la gerencia y tantas otras cuestiones.

Usted comprobará que por medio del método de la Filosofía Clínica podemos anticiparnos a los conflictos e incluso desarmar trampas conceptuales. No estoy, con ello, sugiriendo que cada administrador se convierta en un filósofo clínico, ya que para tanto se necesita formación y hasta vocación, ni tampoco que quiera resolver los problemas personales de sus compañeros de trabajo. Sin embargo, el poco de conocimiento que usted obtendrá con este libro ya será suficiente para hacer las intersecciones más leves.

Es sabido que la mayoría de la gente pasa buena parte de su tiempo, de su día y, en algunos casos, la mayor parte de la vida en el trabajo; por tanto, es en el trabajo también que debemos respetar la singularidad de cada persona, respetar su mundo, su estructura de pensamiento.

Para la Filosofía Clínica, cada ser humano es único, plástico, y aquí podemos considerar todo el contexto en que está inmerso – social, político, económico, cultural y personal. Para cada conflicto/desafío, podemos realizar una evaluación profunda por medio de la Historicidad, teniendo en cuenta al otro con el que convivimos y, a partir de ahí, tomar una decisión. Si poseemos más datos e informaciones de cada persona para entonces elaborar esas reflexiones, nuestras acciones podrían evitar algunos de esos conflictos comunes en las organizaciones. Para nosotros, la Filosofía Clínica, con su singularidad, es una pista que puede llevarnos al Alma de la empresa.

Esta obra se encuentra organizada en cinco partes. La primera presenta las consideraciones iniciales y la introducción al estudio de la Filosofía Clínica, para familiarizar al lector con el contenido a continuación. La segunda trae la justificación de la aproximación de la Filosofía Clínica al contexto empresarial. La tercera trata del respeto al ser humano, base fundamental de la Filosofía Clínica. La cuarta parte aborda el estudio de la Filosofía Clínica en el contexto empresarial, mediante artículos y sugerencias de películas para cada tema tratado. Las dos últimas partes del libro abordan los Submodos y la consultoría organizacional, detallando el trabajo realizado en la empresa AJW, el estudio de un caso particular.

El propósito de esta obra es acercar la gestión de la Filosofía Clínica y en este sentido presentar un recurso único para auxiliar en el proceso de gestión de las organizaciones sin macular el alma de la empresa. Esperamos que usted y su empresa se beneficien de la lectura de este libro, de su información y sobre todo de lo que de la misma surja. ¡Buen trabajo y buena lectura!

 

Produtos relacionados

R$ 65,00
até 4x de R$ 16,25 sem juros
Comprar Estoque: Disponível
Sobre a loja

É com o espírito livre que se apresenta esta nova editora catarinense. Os pés nas raízes brasileiras, mas olhando globalmente, para além das fronteiras, com curiosidade, atenção e abertura a todos os estilos literários. Traz em seu quadro profissionais com larga experiência no mercado editorial. Publique seu livro com a Dois Por Quatro Editora. Estamos à sua disposição!

Pague com
  • Bcash
  • PayPal Express
  • Mercado Pago
  • PagSeguro
Selos
  • Site Seguro

MARIA CECILIA PILATI DE CARVALHO FRITSCHE 03093423929 - CNPJ: 19.983.050/0001-64 © Todos os direitos reservados. 2019