César Martorano: o catarinense que salvou Assis Chateaubriand na Revolução de 30

Código: LMPPDG5M2 Marca:
R$ 70,00
até 2x de R$ 35,00 sem juros
ou R$ 66,50 via Pix
Comprar Disponibilidade: Imediata Aproveite! Restam apenas 5 unidades
    • 1x de R$ 70,00 sem juros
    • 2x de R$ 35,00 sem juros
  • R$ 66,50 Pix
  • R$ 70,00 Boleto Bancário
* Este prazo de entrega está considerando a disponibilidade do produto + prazo de entrega.

Título: César Martorano: o catarinense que salvou Assis Chateaubriand na Revolução de 30

Autor: Moacir Pereira 

Editora: Dois Por Quatro

Ano: 2026

ISBN: 978-85-69609-53-7

Peso: 300g

 

APRESENTAÇÃO
Carta aberta ao meu pai

Da minha própria mão, que fica mais perto do meu coração, queria escrever esta carta aberta ao meu pai, como se eu estivesse agora com 9 anos, embora já esteja perto de alcançar 9 décadas de vida.


Queria dizer que todas as minhas memórias, mesmo as da infância, ainda estão bem vivas, sempre ao seu lado e da minha mãe, sua fiel companheira Joaquina Palma, e das minhas seis irmãs e dos meus dois irmãos.


Cheguei a me assustar muitas vezes nas suas duas fazendas: Palmas e Sumidouro. Mas aprendi a viver, a olhar com o seu olhar e enxergar a imensidão dos morros de cima da Serra, a perder de vista, muitas vezes durante parte do ano cobertos de neve. Dentro de casa, no calor do fogão a lenha, o rádio sempre estava ligado e eu ao seu lado.


Lembro bem que o rádio da nossa casa era um dos únicos na cidade de São Joaquim, na Serra catarinense, onde todos nós nascemos e fomos criados. Esse rádio era movido por três baterias de carro, que duravam no máximo três meses, e que meu pai, sempre atento, mandava recarregar em Florianópolis. Como esquecer a voz do locutor Carlos Frias, que a cada noite, na Rádio Tupi, lia uma crônica comovente com o título “Meu boa noite para você”. Ali, diante do rádio, ao lado do meu pai, nasceu o desejo de um dia também ser um jornalista. Sonho que era alimentado cada vez mais com as histórias que ouvia do meu pai, de como ele conheceu e salvou a vida do jornalista Assis Chateaubriand durante a Revolução de 30.


Ao completar 18 anos, em 1959, fui para o Rio de Janeiro servir o Exército. Mas meu desejo maior era conhecer e falar com o famoso jornalista. Já no primeiro dia no quartel pedi permissão ao coronel Paulo de Queiroz Duarte para visitar Assis Chateaubriand. Isso era uma segunda-feira e fui lá, vestido de terno, que trouxe na minha mala de viagem.
Ao chegar no prédio dos Diários Associados fui recebido pelo secretário particular dele que me levou até a sala onde o jornalista terminava o seu artigo diário numa máquina de escrever.


Assis Chateaubriand se levantou da cadeira, veio na minha direção, deu um abraço forte em mim e beijou minha testa. Após me convidar para almoçar com ele na companhia de Miguel Arraes, me mandou ir para a redação falar com o chefe de reportagem e ordenou que eu fosse morar na sua casa, onde fiquei por um ano, tratado como um filho – como fui até a sua morte, em 1968. Acabei por trabalhar 20 anos na revista O Cruzeiro, a publicação mais importante do grupo de comunicação dos Diário Associados, onde escrevi, em especial, as primeiras e históricas reportagens sobre a neve em São Joaquim.


Ao escrever essa carta aberta ao meu pai também quero dizer a ele que tenho um grande orgulho e respeito por ter conhecido e vivido nessas últimas décadas próximo ao grande amigo e jornalista Moacir Pereira. Sem dúvida, é o mais destacado profissional da história da comunicação de Santa Catarina. Ele é um jornalista que pode ser considerado um “multimídia”, que trabalha, que se comunica bem com diferentes públicos, em diferentes plataformas, na rádio, na TV, nos jornais e em todas as redes sociais, além de ter forte atuação na produção de livros. É autor de 66 obras, de biografias exemplares, como este livro que retrata o meu pai, aos temas mais importantes de Santa Catarina e do Brasil.


Moacir Pereira conheceu pessoalmente César Martorano. Foi ele que conseguiu seu depoimento sobre como salvou a vida de Assis Chateaubriand que foi incluído no livro Chatô, o Rei do Brasil, escrito por Fernando Morais. Moacir nos dá a honra de escrever o livro que conta a trajetória de vida do meu pai.


Tudo o que eu consegui na vida e sou até hoje devo por mirar e seguir os passos e a conduta do meu pai. Homem simples, mas elegante. Gostava de usar um terno bem alinhado, com a gravata vistosa. Educado, atencioso ao extremo e respeitoso com todas as pessoas. Honesto, íntegro nos negócios, na lida diária de fazendeiro que levou por toda a sua vida. 


Obrigado, meu pai, por todos os ensinamentos que aprendi contigo e por eu viver e estar sempre ao teu lado.
Obrigado, Moacir Pereira, por contar esta bela história, mais uma entre tantas que você já escreveu.

Rogério Martorano
Jornalista há 65 anos, é filho de César Martorano

R$ 70,00
até 2x de R$ 35,00 sem juros
ou R$ 66,50 via Pix
Comprar Disponibilidade: Imediata Aproveite! Restam apenas 5 unidades
Sobre a loja

É com o espírito livre que se apresenta esta nova editora catarinense. Os pés nas raízes brasileiras, mas olhando globalmente, para além das fronteiras, com curiosidade, atenção e abertura a todos os estilos literários. Traz em seu quadro profissionais com larga experiência no mercado editorial. Publique seu livro com a Dois Por Quatro. Estamos à sua disposição!

Social
Pague com
  • proxy-pagali-v2
  • Pix
Selos

DOIS POR QUATRO EDITORA LTDA. - CNPJ: 64.082.862/0001-93 © Todos os direitos reservados. 2026