Pedra de toque

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Título: Pedra de toque
Autora: Lélia Pereira Nunes
Editora: Dois Por Quatro
Ano: 2020
Número de páginas: 224
Formato: 23 x 16 cm
ISBN: 978-85-69609-34-6

Editores: Maria Cecilia Pilati e Valmor Fritsche
Revisão: Roberto Ostermann 
Design gráfico: Valmor Fritsche
Imagem da capa: En Retard Pour La Fête. Juarez Machado, óleo sobre tela, 73 x 100 cm, Paris, 1997.
Ilustrações das aberturas: Ponte Hercílio Luz. Maria Gabriela Luft, aquarela, Florianópolis, 2019. 
Lagoa das Furnas. Margarida Andrade, desenho, Açores, Portugal, 2019.

 

Apresentação

Uma escrita que nos embala

Quando olho para a Lélia, vejo uma ponte. A metáfora é vulgar entre os que a conhecem, mas vem-me sempre à ideia aquela comparação que o nosso amigo Onésimo Almeida ajudou a espalhar, de que a maior ponte do mundo é a Braga Bridge, porque liga Fall River (EUA) aos Açores.

Ora, ponte maior não pode haver entre Santa Catarina e as ilhas açorianas, encarnada num “corpo de ilhas” que é a Lélia Nunes.

Não conheço brasileira mais açoriana – ou açoriana mais brasileira? – do que esta jovem catarinense de “270 anos”, fazendo jus aos históricos casais que percorreram outrora a enorme ponte em viagens dramáticas.

Hoje, a História tem outro nome e é contada com a fluidez, a beleza e a riqueza de linguagem da Lélia.
Quando ela pega no lápis ou tecla no computador, é certeza que vai fabricar mais um tabuleiro para o grande corredor da ponte, firmando aquilo a que João de Melo disse ser “cópia ou palimpsesto de duas insularidades numa só voz e na mesma língua”.

É incrível a sua carteira de conhecimentos entre o “cá” e o “lá”, os inúmeros amigos e admiradores que vai coleccionando e a observação atenta e minuciosa dos recantos por onde vai passando. Num dos seus mais belos textos da “Pedra de Toque”, que publica no nosso Diário dos Açores e reproduz neste livro, Lélia descreve, num só parágrafo, o que parece um circadiário, mas com ritmo muito mais longo e circunspecto: “Flano por este imenso Atlântico, entrecruzando margens, no desejo de compreender a cartografia literária dos espaços insulares, explorando convergências, cumplicidades, diferenças e sinergias”.

Mulher de afectos, pelas gentes e pelos lugares, não se cansa de louvar os Açores ou a sua Floripa, como a bonita e nostálgica Serra Catarinense, numa narração que se assemelha a um quadro de Tomaz Borba: “Quando chega a primavera, os campos se vestem de verde e uma profusão de flores amarelas desabrocham por toda a parte, cobrindo as invernadas como uma saia de chita. Margaridas miúdas se multiplicam por todos os lados, caramanchões de buganvílias e agapanthus brancos e lilases enfeitam jardins. Longos cordões de hortênsias azuis margeiam os caminhos e serpenteiam os campos delimitados por taipas, que separam invernadas, resguardando as pastagens. Mais parece uma colcha de retalhos!”.

Sou um privilegiado neste lado da ponte, porque recebo, regularmente, essa laboriosa voz, na colaboração que a Lélia faz o favor de publicar no nosso Diário dos Açores.

A voz catarinense vem sempre forte, assumida, universal e numa escrita que nos embala, através do azul do Atlântico, na tal ponte coberta de hortênsias inspiradoras.

A literatura açoriana ganhou outra expressão e outra dimensão com a escrita da Lélia Nunes, a quem devemos esta eterna gratidão na defesa da História insular que une os Açores a Santa Catarina.

Para além do mais, a Lélia é uma excelente recuperadora de memórias.

Tem recuperado uma memória histórica de quase 300 anos, transmitindo imensa informação numa linguagem viva, atraente e carregada de afecto pelas raízes a que se sente ligada.

Ela é, na verdade, como diz o nosso Santos Narciso, o coração tamanho da ilha!

Osvaldo Cabral
Açores, entre São Miguel e Pico
Verão de 2019

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